10/8/2020 16:07

Luxa tira chip do Paulista, elege rivais do Palmeiras no Brasileirão e fala sobre reforços

Técnico argumenta que não pode externar nomes de possíveis contratações

Vanderlei Luxemburgo deu entrevista coletiva por videoconferência nesta segunda-feira — Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira, o técnico do Palmeiras fez uma analogia com um telefone celular para mostrar que o foco agora é nas outras competições da temporada.



– Vamos esquecer e começar a pensar na próxima. Começamos hoje a trabalhar, o chip do Campeonato Paulista já podemos jogar fora. Agora é um telefone que tenha três modems, para colocar Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil – comentou.

A estreia no Campeonato Brasileiro será na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Fluminense, no Maracanã. Às vésperas do início da competição, Luxemburgo elegeu aqueles que imagina que serão os principais concorrentes na campanha.

– O Flamengo é candidato, o atual campeão. O Atlético-MG, em função de só jogar o Campeonato Brasileiro, contratou bastante, está treinando há bastante tempo visando essa competição, com certeza é um dos candidatos. Mas só a partir do segundo terço é que vão começar a surgir aquelas quatro equipes que vão brigar pelo título. A gente espera que o Palmeiras esteja nessa briga – analisou.

Procura silenciosa no mercado

Para se consolidar na briga, ele não descarta a contratação de reforços. O treinador, entretanto, preferiu não expor muitos detalhes a fim de não supervalorizar eventuais alvos do mercado.

– Toda essa parte de elenco, de confecção de elenco, saída de jogador, chegada de jogador, isso é coisa interna. Trabalhamos com a comissão técnica e a diretoria, vendo o que tem que ser feito. Se eu der a informação que quero contratar um jogador, de R$ 100 mil ele passa a valer R$ 1 milhão – brincou.

O alvo mais recente da diretoria foi o lateral-direito argentino Marcelo Herrera, do San Lorenzo. A proposta feita pelo Palmeiras foi considerada baixa, e o negócio não evoluiu até o momento.

Confira outras respostas de Luxemburgo na coletiva:

Cinco substituições

– Eu sou favorável a continuar. São mais possibilidades de não terminar o jogo em um 0 a 0. Você pode arriscar mais, ver um defeito que pode trabalhar em cima. Basquete entra e sai, entra e sai. Entra para bater um arremesso só. Só no futebol que ficamos tolhidos, engessados de fazer as coisas. Não tem tempo técnico, né? Gostaria que continuassem para sempre as cinco substituições. é uma maneira que você encontra da sua equipe se manter equilibrada durante os 90 minutos. O desgaste físico é grande. Você consegue enxugar mais o elenco, abrir espaço para as categorias de base.

Gabriel Veron e Luan Silva

– São dois jogadores de características diferentes. O Gabriel é mais fixo, não é de sair para o lado. Ele se movimenta entre os zagueiros e os laterais, é mais agudo para o gol. O Luan é um jogador que se movimenta muito, sai para um lado, sai para o outro. Estamos fazendo um trabalho para conseguir um equilíbrio nele para que ele possa produzir o que queremos. Contamos com os dois para o Brasileiro.

Pog... o quê?

– Está acontecendo o que acontece no futebol brasileiro. Estão colocando ele como Pogba, como Vieira, mas ele é só o Patrick. Se ele fizer algo errado, você vai ser o primeiro a dar porrada nele. Ele tem que ser o Patrick. Subiu, está jogando, cometeu erros que ninguém falou porque ganhamos, mas tiveram erros importantes que poderiam gerar uma discussão diferente. Agora é trabalhar em cima disso. Vocês estão no Pogba, mas poderia ser o Pogbosta. Ele tem que colocar o pezinho no chão. Agora, daqui para a frente, tem que jogar sem comparação com ninguém. É o Patrick. Tem que buscar o espaço dele.

Meio-campo com três volantes

– Estou velho, mas minha memória continua boa. Dei uma entrevista em janeiro, quando cheguei aqui. Em momento algum disse que não poderia jogar com três jogadores com a mesma característica no meio-campo. Para jogar esse Paulista, em função daquilo que vinha acontecendo, optei dessa forma para brigar pelo título. Isso não quer dizer que vou jogar o Brasileiro assim. Técnico não pode ficar engessado. Vendo o que aconteceu no Paulista, optei por um meio-campo mais sólido e marcador.

Gabriel Menino

– O Menino saiu por opção tática. Estava bem tecnicamente, mas taticamente não. Eles tinham um rombo no meio-campo, eu tinha que fechar aquele espaço. Estrategicamente eu tinha combinado isso antes. Íamos quebrar o lado direito deles, mas ia entrar com a velocidade no segundo tempo. Um jogo atrás do outro, caberia a velocidade no segundo tempo. As pessoas cobram muito de colocar fulano e sicrano. Tem que colocar o menino no momento certo, se não vai queimar. Foi como aconteceu com o Patrick e o Menino. Eles (Alan Guimarães, Esteves e outros meninos da base) vão ter oportunidades, com certeza.

Matías Viña

– Ele é um jogador que chegou e foi aprovado de imediato. Se encaixou dentro das características do clube. Uruguaio, né? Tem muita raça. Ele tem tendência a evoluir, quanto mais jogar, mais vai evoluir. Ele ainda não está se ajeitando taticamente. A hora que eu encontrar o ideal, ele vai se ajeitar dentro do campo e vai encontrar um melhor espaço. E já que estamos na lateral, gostei muito da atuação do Diogo (Barbosa). O Diogo que jogou na ausência do Viña foi outro Diogo. Vi um Diogo muito firme e agudo no ataque. Eu recebo comentários, a torcida reconhece a evolução no Diogo.

Felipe Melo

– A primeira coisa que fiz quando cheguei foi conversar com ele. Ele tem uma saída de bola fantástica, queria ele de zagueiro. Eu conversei com ele que a liderança às vezes extrapola, tem que ter uma liderança equilibrada. Ele tem a liderança, mas tem um carinho dos jogadores, eles entendem e respeitam. Mas tenho o Weverton que é líder, o Bruno que tem influência, o Willian, o Jailson, jogadores que conversam com o grupo. Quando temos que acertar algo, chamamos cinco ou seis para acertar.

Mosaico da torcida na final

– Fica marcado, né? Pelo tempo que o Palmeiras fica sem ganhar títulos. Vim, voltei e conquistamos o título. Fiquei muito gratificado quando vi aquela imagem grande para caramba, tomei susto até, mas era eu mesmo. Tenho uma identificação muito forte com o Palmeiras, desde 93 na disputa do título contra o Corinthians, onde perdemos o primeiro jogo e tivemos que tirar a desvantagem no segundo. Fico contente, feliz, mas eu sei que futebol é emocional, tenho que continuar fazendo meu trabalho forte porque eles cobram bastante. Quem está no Palmeiras sabe o peso dessa camisa e sabe que vai ser cobrado por conquistas. Vamos ver o que vai acontecer. Mas agradeço à Mancha Verde pela homenagem, o reconhecimento do meu trabalho.

Fluminense, rival de quarta-feira

–Deu para assistir. Vi o Atlético, sabíamos que seria um jogo do Sampaoli, muito posicionamento tático. O Flamengo jogou ainda com a cara do Jesus. Teve um gol contra, teve chance de empatar e matar. O Atlético teve chance de ampliar. Foi um jogo bom, movimentado. Assisti ao Fluminense, tem uma boa equipe, bem organizada pelo treinador, mas jogaram contra o Grêmio, que vai dar trabalho. Achei um início promissor.





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5058 visitas - Fonte: Globo Esporte

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