26/6/2020 20:30

Barcos comenta saída do Palmeiras e possível volta ao Brasil: "Sempre, para a torcida, é o jogador que tem a culpa"

É desde Porto Alegre que Hernán Barcos acompanha tudo o que acontece no mundo e, também, no futebol. Pois em papo com o 90min da Espanha, ele falou um pouco sobre a carreira, suas passagens por Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro, o futuro e, claro, a pandemia de coronavírus. Como sempre se mostrou, foi absolutamente sincero nas palavras.



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Você teve uma grande passagem pelo futebol brasileiro. Gostaria de ter a possibilidade de encerrar a carreira no Brasil?

Sim. Obviamente tenho um carinho enorme pelo Brasil. Tive uma boa passagem por Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro. Se tiver a oportunidade...Nunca se sabe o que pode acontecer. Tudo vai depender do que acontecer no futuro. Não descarto nada, ainda mais o Brasil, que é um futebol onde eu sempre gostei de jogar e de estar. É o país onde eu vivo e que gosto muito.

Na tua primeira passagem, teve a chance de jogar no Palmeiras, uma equipe muito importante de São Paulo, que tem muito peso. Tiveste uma boa primeira temporada e, no início da segunda, tomaste a decisão de ir embora. Queria recordar essa passagem e também o porquê de ter saído.

O ano que tivemos (2012) na verdade foi muito bom. Fomos campeões da Copa do Brasil, que era um objetivo que havíamos traçado, e depois, lamentavelmente, caímos para a segunda divisão no mês de dezembro. Eu estava lá, iria ficar. Aí chegou ao clube uma proposta do Grêmio, que me compraria, mandaria cinco jogadores e mais dinheiro. E o clube me disse que para eles era uma boa oportunidade. Havia entrado um presidente novo, Paulo Nobre, e ele não poderia pagar meu salário. Disse que a oportunidade era boa para mim e para o clube. Entrariam cinco jogadores e sairia um. Em comum acordo, decidimos pela saída. Obviamente, depois o presidente disse que eu é que havia querido ir embora. Sempre, para a torcida, é o jogador que tem a culpa. O dirigente tem a palavra maior, mas a coisa não foi assim.

Falou que o presidente quis, de alguma fora, “lavar as mãos”. E o que chama atenção é que justamente quando estava sendo convocado à seleção argentina, trocaste de clube. Era uma oportunidade de ficar mais à vista de Alejandro Sabella estando do Grêmio?

Eu, em nenhum momento, disse que iria embora porque poderia ficar longe da seleção. Sabia que não seria fácil chegar ao Mundial com os todos os jogadores que a Argentina tinha, mas também tinha a esperança. E quando o presidente me disse para aproveitar a oportunidade, falei que, se fosse o melhor para todos, iria. Em 48 horas se solucionou a minha parte, porque a deles já estava solucionada.

Não te arrependes, obviamente, vendo os resultados, os gols que fez no Grêmio, mas é fato que não foste ao Mundial. Acredita que foi apressada a forma como deixou o Palmeiras? Poderia ter sido algo mais tranquilo?

A verdade é que eu queria ficar. Em nenhum momento havia pensado nem buscado um outro clube. Sabia que tinha um contrato e havia renovado. Eu estava muito tranquilo. Mas o clube me mostrou a situação, que iria jogar a segunda divisão e não teria dinheiro para pagar um salário do meu patamar. Queria baixar custo. Com meu salário, pagava os cinco jogadores que viriam e outros mais. Em teoria, me disseram: vai que é bom para nós. Obviamente que jogando a segunda divisão eu não iria para a seleção, mas estar no Grêmio também não era uma garantia. São coisas do futebol. A decisão de troca não foi pensando nisso. Foi uma decisão por como se deram as coisas.

Quando o presidente me disse para aproveitar a oportunidade (sair do Palmeiras e ir para o Grêmio), falei que, se fosse o melhor para todos, iria. Em 48 horas se solucionou a minha parte, porque a deles já estava solucionada.




Se tivesse a oportunidade de terminar a carreira em Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro ou até em outra equipe do Brasil, qual gostaria?

Eu acredito que o Grêmio, por tudo o que representa para mim, para minha família. Mas não descarto nenhuma possibilidade.


Palmeiras, Barcos, Saída, Retorno, Brasil, Paulo Nobre, Verdão



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Desculpe entre seu papinho Barcos e Paulo Nobre acredito no ex presidente, vc nao quis ficar pois na Argentina não convoca jogador de segunda divisao em outras ocasioes vc disse que prefere o Gremio isso é seu gosto nada contra mas sem se fazer de coitado va te catar.

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